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Biomassa da cana de açúcar: uma revolução na matriz energética do Brasil - Zanini Renk
Biomassa da cana de açúcar: uma revolução na matriz energética do Brasil

Biomassa da cana de açúcar: uma revolução na matriz energética do Brasil

A demanda por energia vem crescendo a cada ano, e o Brasil se destaca no cenário global com essa solução poderosa e sustentável. A biomassa é considerada um recurso natural extraordinário, e uma resposta inovadora aos desafios energéticos da sociedade.

A beleza da biomassa reside em sua capacidade de transformar o que antes era descartado em energia vital. Esta abordagem não apenas otimiza o uso de recursos naturais, mas também contribui significativamente para a redução da pegada de carbono do país. O Brasil, um gigante na produção de cana de açúcar, encontra-se numa posição única para explorar esse potencial renovável, colocando a biomassa como um pilar central de sua estratégia de energia sustentável.

O que é a biomassa?

Simplificando, a biomassa é a energia armazenada nas plantas - uma reserva de energia solar transformada em matéria orgânica. No Brasil, a cana de açúcar desempenha um papel muito importante nesse cenário. A palha e o bagaço de cana, outrora considerados meros resíduos, hoje são protagonistas na geração de eletricidade.

Biomassa é renovável ou não renovável?

A biomassa é uma fonte de energia renovável e limpa, e oferece uma alternativa viável e menos poluente em comparação com os combustíveis fósseis. Além disso, sua utilização ajuda a reduzir a pressão sobre outros recursos naturais.

A biomassa no Brasil não é apenas uma promessa, mas uma realidade tangível. A cana de açúcar, com sua abundante produção anual, fornece não só o etanol, mas também uma quantidade significativa de resíduos que são transformados em energia. Esta energia, proveniente da biomassa, já contribui com uma parcela substancial da eletricidade gerada no país.

Além de ser uma energia sustentável e renovável, existem outras vantagens da biomassa:

  • Reduz a emissão de carbono
  • Facilita a gestão de resíduos (reaproveitamento)
  • Contribui para a diversificação das fontes de energia
  • Favorece o desenvolvimento econômico e social

Biomassa no Brasil em 2022: janeiro marcou um avanço impressionante

A biomassa da cana de açúcar alcançou um incrível patamar de 12.021 MW de potência instalada. Isso se deve ao esforço de 413 usinas termelétricas operando com palha e bagaço de cana como combustíveis principais. Não é só isso! O setor sucroenergético também abriga duas usinas termelétricas a biogás, adicionando mais 32 MW. No total, temos uma potência instalada de 12.053 MW, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

O que isso significa para o Brasil?

A biomassa de cana-de-açúcar agora representa 6,6% da potência outorgada no país, colocando-a como a quarta fonte mais importante da matriz elétrica brasileira, ficando atrás apenas das fontes hídrica, fóssil e eólica. Para Zilmar Souza, gerente em bioeletricidade da UNICA, isso é mais do que números. É um marco histórico para o setor, superando até mesmo a capacidade instalada da maior hidrelétrica do Brasil, a Belo Monte, que tem 11.233 MW.

Mas onde está essa energia toda?

A resposta está na distribuição geográfica da moagem de cana. Cinco estados se destacam, detendo 90% da capacidade instalada por biomassa no setor. São Paulo lidera com impressionantes 6.333 MW, seguido por Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Cada estado contribui significativamente para a força dessa fonte energética.

O futuro da biomassa no Brasil

A biomassa e o biogás no setor sucroenergético não são apenas estratégicos para a atual matriz energética do Brasil, mas representam um potencial enorme para o futuro. A biomassa de resíduos de cana poderia suprir uma porcentagem ainda maior das necessidades energéticas do Brasil. Isso coloca o país numa posição privilegiada para liderar a transição global para fontes de energia mais sustentáveis.

É um motivo de orgulho nacional. A biomassa já tem um papel crucial, mas há um caminho promissor pela frente para aumentar ainda mais sua participação na matriz elétrica brasileira.

Fonte:

UNICA. Biomassa da cana atinge 12 mil MW de potência instalada. 2022.

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